21ª edição do Queer Lisboa vai decorrer entre os dias 15 e 23 de setembro

Já é conhecida a programação da 21ª edição do Queer Lisboa, o primeiro Festival nacional criado com o propósito específico de exibir filmes de temática gay, lésbica, bissexual, “transgénero” e transexual, um género cunhado internacionalmente como Cinema Queer. O festival vai decorrer entre os dias 15 e 23 de setembro, com exibição de 90 filmes de 32 países, no Cinema São Jorge.

No Queer Lisboa 21 estarão de regresso as competições de longas e curtas-metragens, documentários, In My Shorts (curtas) e Queer Art. Segundo a organização, são compostas não só pelas narrativas e temas “clássicos” do cinema queer, mas também por filmes que falam de religião, migrações, racismo, fronteiras, deficiência, política, ao mesmo tempo em que arriscam transdisciplinaridades, rompem cânones do cinema de género, abraçam novas linguagens audiovisuais e novos modelos de relação do espectador com essas linguagens.

A abrir o certame será exibido o filme “God’s Own Country”, de Francis Lee e o encerramento do Queer Lisboa 21 estará a cargo de “Mãe Só Há Uma”, uma produção brasileira de Anna Muylaert.

Nesta edição será apresentada uma retrospetiva dedicada à artista multimédia taiwanesa Shu Lea Cheang, a ter lugar no Cinema São Jorge e no MNAC – Museu Nacional de Arte Contemporânea do Chiado.

Fora de competição e integrado na secção Panorama, será exibido “1:54”, a primeira longa-metragem dirigida pelo canadiano Yan England e o drama romântico “Quando se tem 17 anos” (Quand On A 17 Ans), de André Téchiné, em antestreia nacional. Já a secção Hard Nights terá em destaque Colby Keller, um dos mais populares atores porno da atualidade.

Conheça os filmes selecionados para as cinco secções competitivas:

COMPETIÇÃO LONGAS-METRAGENS
– “As You Are”, de Miles Joris-Peyrafitte
– “Beach Rats”, de Eliza Hittman
– “Close-Knit”, de Naoko Ogigami
– “Corpo Elétrico”, de Marcelo Caetano
– “Looping”, de Leonie Krippendorff
– “Los Objetos Amorosos”, de Adrián Silvestre
– “Pieles”, de Eduardo Casanova
– “The Beach House”, de Roy Dib

COMPETIÇÃO DOCUMENTÁRIOS
– “Abu”, de Arshad Khan
– “Au-delà de l’Ombre”, de Nada Mezni Hafaiedh
– “Entre os Homens de Bem”, de Caio Cavechini e Carlos Juliano Barros
– “Homogeneous, Empty Time”, de Thunska Pansittivorakul e Harit Srikhao
– “My Mother Is Pink”, de Cecilie Debell
– “Small Talk”, de Hui-Chen Huang
– “The Strangest Stranger”, de Magnus Bärtås
– “Vivir y Otras Ficciones”, de Jo Sol

COMPETIÇÃO CURTAS-METRAGENS
– “A Vez de Matar, A Vez de Morrer”, de Giovani Barros
– “Calamity”, de Séverine De Streyker e Maxime Feyers
– “Coelho Mau”, de Carlos Conceição
– “Crianças Fantasmas”, de João Vieira Torres
– “Filme-Catástrofe”, de Gustavo Vinagre
– “Harding & His Camera”, de Rob Eagle
– “Heritage”, de Yuval Arahoni
– “La Prima Sueca”, de Inés María Barrionuevo e Agustina San Martín
– “Les Îles”, de Yann Gonzalez
– “Möbius”, de Sam Kuhn
– “My Gay Sister”, de Lia Hietala
– “Os Humores Artificiais”, de Gabriel Abrantes
– “Où En Êtes-Vous, João Pedro Rodrigues?”, de João Pedro Rodrigues
– “Phantom”, de Gonçalo Almeida
– “Reluctantly Queer”, de Akosua Adoma Owusu
– “Silêncios”, de Caio Casagrande
– “Superbia”, de Luca Tóth
– “Tailor”, de Calí dos Anjos
– “The Colour of His Hair”, de Sam Ashby
– “Vênus – Filó a Fadinha Lésbica”, de Sávio Leite

COMPETIÇÃO QUEER ART
– “A Destruição de Bernardet”, de Claudia Priscill e Pedro Marques
– “Casa Roshell”, de Camila José Donoso
– “Craigslist Allstars”, de Samira Elagoz
– “Cuentos de Chacales”, de Martín Farina
– “Fluidø”, de Shu Lea Cheang
– “Introducing the Star: The Choir Girls’ Diaries”, de Pablo Esbert Lilienfel e Federico Vladimir Strate Perzdirc
– “Occidental”, de Neïl Beloufa
– “Ulrike’s Brain”, de Bruce LaBruce

COMPETIÇÃO IN MY SHORTS
– “Apollon”, de Loic Dimitch
– “Étage X”, de Francy Fabritz
– “Final Stage”, de Nicolaas Schmidt
– “Home”, de More Raça
– “It’s (Not) Just Another Party”, de Inês Alves
– “La Tapette”, de Ricky Mastro
– “Loris Sta Bene”, de Simone Bozzelli
– “Projection sur Canapé”, de Violette Delvoye
– “Rute”, de Ricardo Branco
– “Volcano Island”, de Anna Katalin Lovrity

A programação completa do Queer Lisboa 21 pode ser consultada no site oficial.

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