A origem da ETA. AMC Portugal estreia a série “A Linha Invisível”

AMC Portugal estreia a série A Linha Invisível

Estreia esta quarta-feira, 2 de setembro, às 22:10h, em exclusivo no AMC Portugal, a série “A Linha Invisível” (La Línea Invisible), um drama de época que aborda a história real do começo do grupo terrorista ETA e o primeiro assassinato da organização.

Inspirada numa ideia original de Abel García Roure e gravada em vários locais Euskadi, a série foi realizada pelo prestigiado realizador Mariano Barroso (actual presidente da Academia das Artes e das Ciências Cinematográficas de Espanha), que aborda a origem do caminho de dor e vingança perpetrado pelo grupo terrorista ETA, iniciado em 1968 quando a organização transpôs “a linha invisível” ao levar a cabo o seu primeiro assassinato.

A história real do início do grupo terrorista ETA, os ideais para as armas e a violência, que tantas vidas ceifou no país vizinho, serve de fonte de inspiração para um drama de época de grande beleza visual e cenários excelentes, capazes de retratar na perfeição os anos 60 do Franquismo e “transportar” o espectador para a origem de um conflito obscuro que marcaria a história recente de Espanha.

Ao longo de 6 episódios semanais de 45 minutos, “A Linha Invisível dá-nos a oportunidade de esclarecer um período que nos marcou a todos de forma trágica e definitiva. Mas esta série conta algo mais. Foca-se na história dos personagens que protagonizaram aquela época em Euskadi: as suas relações, os seus desejos, os seus conflitos e os seus afectos”, refere o realizador Mariano Barroso.

Ao assassinar a primeira das 853 vítimas da organização terrorista, no dia 7 de junho de 1968, o líder da ETA Txabi Etxebarrieta (Àlex Monner) transpôs “a linha invisível”. Poucas horas depois da morte do guarda civil galego José Antonio Pardines (Xoán Fórneas), com apenas 25 anos de idade, o próprio Txabi Etxebarrieta era abatido num confronto com a Guarda Civil, convertendo-se assim no primeiro terrorista a matar e a morrer da história da ETA.

Depois da morte do seu líder, os camaradas de Txabi (Anna Castillo, Patrick Criado, Joan Amargós) decidem vingá-lo ao assassinarem o seu principal perseguidor, o inspetor Melitón Manzanas (Antonio de la Torre), sem consciência que estariam prestes a inaugurar um caminho repleto de medo e terror que iria deixar marcas nos 50 anos que se seguiram.

Para o argumentista, Michel Gaztambide, a série esclarece uma série de questões elementares sobre a tragédia que manchou de sangue o território espanhol: “Quando começou exatamente? Quem o tornou possível? Porquê? O que levou estes rapazes a mudar de vida, passando de um livro na cabeceira para uma pistola debaixo da almofada? Em que momento decidiram dar o passo e converter-se numa organização terrorista? Acreditavam realmente que a luta armada era a solução?”

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