“Adeus Senhor Haffmann”: A ganância terrivelmente humana e real

Após ter conquistado a crítica e o público na estreia francesa, com 1,3 milhão de euros arrecadados nos primeiros 7 dias, o drama “Adeus Senhor Haffmann“, do cineasta francês Fred Cavayé, estreia nas salas de cinemas nacionais no próximo dia 21 de abril, com distribuição da Outsider Films.

Escrito por Cavayé e Sarah Kaminsky, baseado na peça teatral de Jean-Philippe Daguerre, o filme está ambientado na cidade de Paris ocupada pelos nazis durante a Segunda Guerra Mundial.

E se os anos de submissão francesa ao horror da ocupação nazi já serviram de inspiração a várias produções cinematográficas e televisivas, este filme foge das vicissitudes dos horrores da guerra e das imagens já familiares, para apresentar um enredo pessoal, em que a terrível evolução da ambição marca o destino dos protagonistas.

A história leva-nos até maio de 1941, em Paris. François Mercier (Gilles Lellouche) é casado com Blanche (Sara Giraudeau), ambos querem ter um filho e, embora ela seja fértil, não consegue engravidar. Blanche trabalha numa lavandaria e ele é funcionário de um talentoso joalheiro judeu, Joseph Haffmann (Daniel Auteuil), casado com Hannah (Anne Coesens), com quem tem vários filhos.

Antecipando a inevitável caça aos judeus, Haffmann decide realocar imediatamente a sua família enquanto coloca em prática um plano de sobrevivência de longo prazo na forma de um acordo com o seu funcionário: uma transferência das suas joias, que François administrará legalmente como se fosse seu até ao fim da guerra. Uma vez terminada, Haffmann recuperará o seu negócio.

François aceita e junto com a sua esposa, mudam-se para a casa de Haffmann, que fica na parte superior da joalharia e onde passam a viver. Enquanto o cerco aos judeus se intensifica, Haffmann refugia-se e vive na cave da sua loja. No entanto, nem tudo será tão simples como o planeado, quando a ambição, terrivelmente humana e real, apodera-se de François.

Assista ao trailer legendado e não perca estreia em cinema de “Adeus Senhor Haffmann”

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