Anunciados os filmes para a competição internacional da 16ª edição do FEST

Filmes da competicao internacional do FEST 2020

A organização do FEST – Festival Novos Realizadores | Novo Cinema anunciou em comunicado os filmes selecionados para a secção competitiva da 16ª edição, que este ano vai decorrer entre 2 a 9 de agosto, em simultâneo, em Espinho (Auditório da Junta de Freguesia de Espinho e Cinema Drive-in), no Porto (Cinema Trindade e Casa Comum/ Reitoria da Universidade do Porto) e em Lisboa (Cinema Ideal).

Na corrida pelo prémio principal do festival, o Lince de Ouro, a edição 2020 integra 10 obras de cineastas emergente, sete na competição internacional de Ficção e três na de Documentário.

Conheça agora um pouco dos filmes selecionados:

COMPETIÇÃO INTERNACIONAL DE FICÇÃO

“Papicha”, de Mounia Meddour – França, Bélgica, Luxemburgo, 93′

Argélia, 1997, um grupo de jovens raparigas organiza um desfile de moda. É neste cenário de luta contra a opressão que se posiciona a primeira obra da francesa Mounia Meddour. Um retrato complexo de uma geração de mulheres forçada a confrontar um patriarcado todo poderoso, estreado mundialmente na secção Un Certain Regard de Cannes.

“Jumbo”, de Zoé Wittock – Argélia, França, Bégica, Qatar, 108′

Estreado também com grande expectativa, “Jumbo” ambiciona quebrar muitas barreiras. Começa logo pelo tema, ao ficcionar a paixão de uma mulher por um objecto inanimado, continua na estética ambiciosa e estrutura narrativa, que mistura elementos do Realismo Social com o Cinema Fantástico. Um dos grandes triunfos do ano, a colocar Zoé Wittock na lista de cineastas europeus a acompanhar.

“Babyteeth”, de Shannon Murph – Australia, 118´

Com interpretações de Ben Mendelsohn e o youtubber Toby Wallace, este filme cria um retrato enternecedor e provocador sobre as diferentes formas de lidar com a doença.

“Patrick”, de Tim Mielants – Bélgica, 97′

Uma comédia negra singular que apresenta uma panóplia de personagens deliciosas, a habitarem um thriller policial tenso, repleto de twists e transições inesperadas no seio de uma comunidade nudista.

“Maternal”, de Maura Delpero – Itália, Argentina, 91′

A primeira longa-metragem da cineasta italiana oferece-nos diferentes visões do conceito de maternidade, e obrigando-nos a ponderar o que significa, de facto, ser mãe.

“Pacificado”, de Paxton Winters – Brasil, 120′

Obra a reinventar o subgénero do cinema de favela, este drama leva-nos pelo dia-a-dia de uma família a viver na favela, num Brasil a braços com a convulsão social, no conturbado período que antecedeu a realização dos jogos olímpicos.

“Wildland”, de Jeannete Nordhal – Dinamarca, 90′

A Dinamarca é frequentemente descrita como um paraíso social, mas o mundo do crime é indiferente às estatísticas e prolifera por toda a parte. Um outro olhar sobre uma das sociedades mais desenvolvidas no mundo, é contado longa-metragem de estreia da realizadora.

COMPETIÇÃO INTERNACIONAL DE DOCUMENTÁRIO

“The Earth Is Blue as an Orange”, de Iryna Tsilyk – Ucrânia, Lituânia, 74′

O conflito na Ucrânia continua ser uma das maiores incógnitas da cena mundial e um tema central de muito do cinema documental europeu. No filme a cineasta Iryna Tsilyk viaja para a frente de guerra para conhecer uma pequena família que tenta lidar com um dia a dia onde a ameaça é constante.

“Lovemobil”, de Elke Lehrenkrauss – Alemanha, 103′

Viajamos também por questões historicamente constantes em “Lovemobil”, um filme que traça um retrato cru sobre a prostituição de rua na Alemanha contemporânea.

“Meanwhile on Earth”, de Carl Olson – Suécia, Dinamarca e Estónia, 72′

Um filme que desmistifica o que se passa por detrás das câmaras de cremação, o dia-a-dia de um coveiro e as conversas dos motoristas de carrinhas funerárias. Contraído com um sentido de humor inquestionável, o trabalho de Carl Olson é um autêntico triunfo do cinema documental, que nos obriga a sorrir com as mais “infelizes” das ocupações profissionais.

Artigos relacionados