Arranca hoje mais uma edição do MDOC – Festival Internacional de Documentário de Melgaço

MDOC Festival Internacional de Documentario de Melgaço 2021

Arranca esta segunda-feira (2) mais uma edição do MDOC – Festival Internacional de Documentário de Melgaço. Depois de uma paragem em 2020 devido à pandemia de Covid-19, o festival está de volta à cidade para uma 7ª edição que decorre até ao próximo dia 8 de agosto, novamente com iniciativas com foco no documentário e que
pretende promover e divulgar o cinema etnográfico e social.

A competição conta com 31 documentários, 19 longas-metragens e 12 médias e curtas-metragens, selecionados entre os filmes submetidos no ano passado e os que se candidataram este ano, que abordam temas relacionados com questões sociais, individuais, culturais ou de identidade.

Todos os filmes são candidatos ao Prémio Jean Loup Passek e também ao Prémio D. Quixote, atribuído pela Federação Internacional de Cineclubes, sendo que nove deles também concorrem na categoria de melhor documentário português, entre os quais “Prazer,Camaradas“, de José Filipe Costa, “Amor Fati“, de Cláudia Varejão, e “Visões do Império“, de Joana Pontes.

O Júri é constituído pelas realizadoras Julia Kushnarenko e Susana de Sousa Dias, pelo realizador Alessandro Negrini, pelo Professor e realizador Alfonso Palazón Meseguer e pela professora e programadora Jane Pinheiro. O Júri FICC tem como jurados António Francisco Pita, do Centro de Estudos Cinematográficos, Dagmar Kamlah, cineasta e curadora alemã e Dragan Miolinkovic, professor, produtor, dramaturgo e realizador sérvio.

Estão ainda previstas várias atividades ao ar livre, exposições, debates e conferências, e pela primeira vez o Prémio para o Melhor Cartaz de Cinema com produção portuguesa ou galega. O prémio será atribuído ao designer do cartaz vencedor por um Júri formado por Paula Tavares, Jorge Silva e Marcos Covelo.

Entre as iniciativas paralelas do MDOC encontra-se o Fora de Campo, um Curso de Verão coordenado por José da Silva Ribeiro e Manoela dos Anjos Afonso, que abordará as narrativas na primeira pessoa, o Plano Frontal, uma residência cinematográfica e fotográfica orientada pelo realizador Pedro Sena Nunes,o Kino Meeting, um encontro internacional de serviços educativos de cinema coordenado por Patrícia Nogueira, que vai debater a literacia cinematográfica destinada a crianças e adultos com deficiências físicas ou mentais, públicos marginalizados ou em risco.

A programação conta ainda com o projeto Quem Somos os Que Aqui Estamos? coordenado por Álvaro Domingues, que interrogará o espaço geográfico e a sociedade local, este ano dedicado à União de Freguesias de Castro Laboreiro e Lamas de Mouro, bem como oficinas orientadas por Pedro Costa, em colaboração com La Plantación.

Nesta sétima edição, o MDOC vai associar-se à comemoração do Dia do Brandeiro, festa que celebra a transumância e é uma homenagem aos construtores da comunidade agropastoril da Branda da Aveleira, e nos últimos dois dias do festival, 7 e 8 de agosto, o Salto a Melgaço propõe um fim-de-semana intenso com projeção de filmes, visita às exposições, ao Museu de Cinema Jean-Loup Passek e ao Espaço Memória e Fronteira.

O MDOC-Festival Internacional de Documentário de Melgaço, é uma organização conjunta da Ao Norte – Associação de Produção e Animação Audiovisual e a Câmara Municipal de Melgaço.

A lista completa de todos os selecionados para as competições pode ser consultada no site oficial do MODOC.

MELHOR DOCUMENTÁRIO PORTUGUÊS

– “Sacavém”, de Júlio Alves
– “Guerra”, de José Oliveira e Marta Ramos
– “Prazer,Camaradas”, de José Filipe Costa
– “Amor Fati”, de Cláudia Varejão
– “Ana e Maurizio”, de Catarina Mourão
– “Os Meus Avós em Viagem”, de Rui Esperança
– “Bustarenga”, de Ana Maria Gomes
– “Entre Leiras”, de Cláudia Ribeiro
– “Visões do Império”, de Joana Pontes

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