Box Office 2018: Os maiores fracassos nas bilheteiras mundiais

Os maiores fracassos nas bilheteiras mundiais de 2018

Segundo os especialistas, 2018 foi um excelente ano para a indústria cinematográfica, com as bilheteiras a registaram valores acima da média, com muitos filmes, alguns inesperados, a atingirem sucesso e a baterem alguns recordes.

Mas como sempre, há filmes que não se conseguem impor e acabam por se tornarem os grandes “flops” do ano, com receitas inferiores ou pouco superiores ao seu orçamento de produção, ao qual, juntando as despesas de marketing, deram prejuízo aos estúdios.

Com o ano praticamente a terminar, apresentamos 12 das notáveis deceções, filmes que geraram muita expetativa, mas que, por uma razão ou outra, não atingiram o sucesso esperado.

– “Gotti – Um Verdadeiro Padrinho Americano” (Gotti)
Orçamento: US$ 10 milhões – Receitas Mundiais: US$ 4,1 milhões

A Lionsgate levou um rombo nos cofres com este filme sobre mafiosos. John Travolta que substituiu no protagonismo Joe Pesci não conseguiu atrair a atenção do público e dos críticos, nomeadamente no Rotten Tomatoes onde foi avaliado com 0%, o que significa que não obteve qualquer crítica positiva. A MoviePass foi responsável por 40% dos ingressos vendidos.

– “Categoria 5” (The Hurricane Heist)
Orçamento: US$ 35 milhões – Receitas Mundiais: US$ 31 milhões

Este thriller de Rob Cohen que envolve no enredo um furacão, talvez não tenha sido a melhor ideia para muitos espetadores passarem momentos de diversão num cinema, principalmente nos EUA, devido a eventos recentes e que destruiram muitas cidades na vida real. Por isso, nos cinemas norte-americanos as receitas ficaram-se pelos US$ 6,1 milhões.

– “Os Irmãos Sisters” (The Sisters Brothers)
Orçamento: US$ 38 milhões – Receitas Mundiais: US$ 9 milhões

Só estreia em a 10 de janeiro de 2019, mas o primeiro filme em língua inglesa do francês Jacques Audiard também tem o seu futuro comprometido. A comédia de humor negro da Annapurna, protagonizada por John C. Reilly e Joaquin Phoenix, não foi suficiente para atrair o interesse do público, apesar de ser o único nesta lista que obteve avaliações positivas dos críticos. Nos EUA apenas arrecadou 3,1 milhões de dólares.

– “Pela Hora da Morte” (The Happytime Murders)
Orçamento: US$ 40 milhões – Receitas Mundiais: US$ 27,6 milhões

A STX e Melissa McCarthy também fazem parte da lista de filmes para esquecer. A paródia dos Muppets afundou-se nas bilheteiras mundiais e não conseguiu recuperar o seu orçamento. No entanto, a atriz será mais lembrada pelo seu desempenho em “Can You Ever Forgive Me?”, que lhe poderá dar uma nomeação aos Óscares.

– “A Rapariga Apanhada na Teia de Aranha” (The Girl in the Spider’s Web)
Orçamento: US$ 43 milhões – Receitas Mundiais: US$ 34,2 milhões

A estreia de Claire Foy como a hacker Lisbeth Salander não obteve o sucesso que Rooney Mara conseguiu em “Millennium 1: Os Homens Que Odeiam as Mulheres”, a primeira adaptação norte-americana da série de livros de sucesso de Stieg Larsson. Com um orçamento inferior ao primeiro (US$ 90 milhões), a Sony Pictures também perdeu alguma “massa”.

– “A Idade da Pedra” (Early Man)
Orçamento: US$ 50 milhões – Receitas Mundiais: US$ 54,6 milhões

Depois de terem lançado com sucesso “Wallace & Gromit: A Maldição do Coelhomem”, em 2005, a Aardman Studios e o realizador Nick Park não receberam desta vez os elogios da crítica por esta animação pré-histórica em stop-motion. Nos EUA, o filme estreou no mesmo fim de semana de “Black Panther” e foi praticamente ignorado, arrecadando apenas US$ 8,2 milhões.

A Disney quebrou recordes de bilheteira este ano, mas apesar de ser um dos gigantes da indústria de entretenimento, também dá passos em falso e não escapa ileso este ano. Apesar de superarem os elevados custos das produções, não conseguiram atingir as expetativas, já que, os investimentos milionários em campanhas de marketing levaram o estúdio a perder alguns milhões.

– “O Quebra-Nozes e os Quatro Reinos” (The Nutcracker and the Four Realms)
Orçamento: US$ 100 milhões – Receitas Mundiais: US$ 166,1 milhões

A fantasia familiar baseada no romance natalicio de Ernest Theodor Amadeus Hoffmann, não consegui cativar o coração do público e da crítica, tornando-se na pior abertura num fim de semana da Disney nos EUA, depois de “O Amigo Gigante”, de 2016.

– “Uma Viagem No Tempo” (A Wrinkle in Time)
Orçamento: US$ 100 milhões – Receitas Mundiais: US$ 132 milhões

A aclamada realizadora Ava DuVernay e as poderosas atrizes Oprah Winfrey e Reese Witherspoon não conseguiram salvar a adaptação cinematográfica do clássico romance de Madeleine L´Engle. O orçamento de publicidade impulsionou os custos acima de US$ 250 milhões, o que significa que a Disney perdeu uma boa quantia em dinheiro neste épico de ficção científica, que esteve para ser exibido nos cinemas portugueses, mas que acabou por não se estrear.

– “Han Solo: Uma História de Star Wars” (Solo: A Star Wars Story )
Orçamento: US$ 250 milhões – Receitas Mundiais: US$ 392,2 milhões

A Disney também teve uma das bombas mais importante do ano com este spin-off de Star Wars que contou as origens de Han Solo. Ron Howard deu continuação ao projeto depois dos problemas iniciais que culminaram na demissão dos realizadores Phil Lord e Christopher Miller, devido a diferenças criativas. Com papéis reformulados e com grande parte do filme inteiramente refilmado, tornou-se o primeiro fracasso da franquia não conseguindo ultrapassar os US$ 400 milhões nas bilheteiras de todo o mundo.

OS MAIORES “FLOPS” DE 2018

– “Robin Hood”
Orçamento: US$ 100 milhões – Receitas Mundiais: US$ 73,2 milhões

A Lionsgate perdeu-se na floresta de Sherwood e deixou por lá alguns milhões. O filme dirigido por Otto Bathurst com Taron Egerton a encarnar o popular personagem, teve vários fatores contra: uma data competitiva na estreia nos EUA, um preço elevado e duras críticas. Ainda em cartaz em alguns mercados, não deixará de ser um dos maiores fracassos do ano.

– “Engenhos Mortíferos” (Mortal Engines)
Orçamento: US$ 100 milhões – Receitas Mundiais: US$ 55,6 milhões

Lançado nos EUA a 14 de dezembro, esta aventura pós-apocalíptica da Universal Pictures poderá ser o maior desastre do ano, concorrendo com “Robin Hood”. Ainda nos cinemas, o épico de ficção científica produzido por Peter Jackson, muito dificilmente irá recuperar o seu orçamento e os custos de marketing, podendo originar perdas para o estúdio entre os 100 e os 125 milhões de dólares.

A esta lista poderiamos acrescentar muitos mais filmes, entre eles, “Arranha-Céus“, “A Agente Vermelha”, “12 Indomáveis“, “Tomb Raider”, “Batalha do Pacífico: A Revolta” ou “Death Wish: A Vingança“.

Artigos relacionados