“César”: “J’Accuse – O Oficial e o Espião” lidera nomeações aos “Óscares” franceses

Nomeados aos prémios César 2020

A Academia Francesa de Cinema anunciou esta quarta-feira, 29 de janeiro, os nomeados para a 45ª edição dos César, prémios atribuídos anualmente e popularmente conhecidos como os “Óscares” do cinema francês.

J’Accuse – O Oficial e o Espião“, de Roman Polanski, filme que estreia esta semana em Portugal, parte na frente com 12 nomeações, entre as quais a de Melhor Filme, Realizador e Ator (Jean Dujardin). “Os Miseráveis“, de Ladj Ly, nomeado ao Óscar de Melhor Filme Internacional e que estreia em Portugal a 20 de fevereiro, recebeu 11 nomeações, tantas como “A Belle Époque“, de Nicolas Bedos, que já foi exibido nos cinemas portugueses.

Estes três filmes fazem parte dos sete que concorrem na categoria principal dos César, a de Melhor Filme e na de Realização, onde também incluídos títulos que estão programados para chegarem às salas nacionais : “Retrato de uma Rapariga em Chamas“, de Céline Sciamma, e “Especiais“, de Eric Toledano e Olivier Nakache, ambos anunciados para 27 de fevereiro. “Roubaix, une Lumière”, de Arnaud Desplechin, continua sem previsão de estreia e “Graças a Deus”, de François Ozon, já foi exibido.

A categoria de Melhor Filme Estrangeiro conta com filmes que foram regularmente citados nesta temporada de prémios e envolvidos na corrida aos Óscares, como é o caso de “Joker”, de Todd Philips, “Parasitas”, de Bong Joon-Ho , “Era Uma Vez em… Hollywood”, de Quentin Tarantino e “Dor e Glória”, de Pedro Almodóvar.

O júri desta edição dos César é presidido pela atriz Sandrine Kiberlain e os vencedores serão conhecidos numa cerimónia de entrega dos prémios que se realiza a 28 de fevereiro.

Lista completa dos nomeados:

MELHOR FILME
– “A Belle Époque”
– “Graças a Deus”
– “Especiais”
– “J’Accuse – O Oficial e o Espião”
– “Os Miseráveis”
– “Retrato de uma Rapariga em Chamas”
– “Roubaix, une Lumière”

MELHOR REALIZADOR
– Olivier Nakache e Éric Toledano (Especiais)
– Ladj Ly (Os Miseráveis)
– Céline Sciamma (Retrato de uma Rapariga em Chamas)
– Arnaud Desplechin (Roubaix, une Lumière)
– Nicolas Bedos (A Belle Époque)
– François Ozon (Graças a Deus)
– Roman Polanski (J’Accuse – O Oficial e o Espião)

MELHOR ATOR
– Daniel Auteuil (A Belle Époque)
– Damien Bonnard (Os Miseráveis)
– Vincent Cassel (Especiais)
– Jean Dujardin (J’Accuse – O Oficial e o Espião)
– Reda Kateb (Especiais)
– Melvil Poupaud (Graças a Deus)
– Roschdy Zem (Roubaix, une Lumière)

MELHOR ATRIZ
– Anaïs Demoustier (Alice e o Presidente)
– Eva Green (Proxima)
– Adèle Haenel e Noémie Merlant (Retrato de uma Rapariga em Chamas)
– Karin Viard (Une chanson douce)
– Doria Tillier (A Belle Époque)
– Chiara Mastroianni (Chambre 212)

MELHOR ATOR SECUNDÁRIO
– Swann Arlaud (Graças a Deus)
– Grégory Gadebois (J’Accuse – O Oficial e o Espião)
– Louis Garrel (J’Accuse – O Oficial e o Espião)
-. Benjamin Lavernhe (Amor à Segunda Vista)
– Denis Ménochet (Graças a Deus)

MELHOR ATRIZ SECUNDÁRIA
– Fanny Ardant (A Belle Époque)
– Laure Calamy (Seules les Bêtes)
– Sara Forestier (Roubaix, une Lumière)
– Hélène Vincent (Especiais)
– Josiane Balasko (Graças a Deus)

MELHOR ATOR REVELAÇÃO
– Anthony Bajon (Au Nom de laTerre)
– Benjamin Lesieur (Especiais)
– Alexis Manenti (Os Miseráveis)
– Liam Pierron (La Vie Scolaire)
– Djebril Zonga (Os Miseráveis)

MELHOR ATRIZ REVELAÇÃO
– Luàna Bajrami (Retrato de uma Rapariga em Chamas)
– Céleste Brunnquell (Les Eblouis)
– Mama Sané (Atlantique)
– Lyna Khoudri (Papicha)
– Nina Meurisse (Camille)

MELHOR PRIMEIRO FILME
– “Atlantique”, de Mati Diop
– “Au Nom de la Terre”, de Edouard Bergeon
– “Ameaça em Alto Mar”, de Antony Baudry
– “Os Miseráveis”, de Ladj Ly
– “Papicha”, de Mounia Meddour

MELHOR FILME ANIMAÇÃO
– “La Fameuse Invasion des Ours en Sicile”, de Lorenzo Mattotti
– “J’Ai Perdu Mon Corps”, de Jérémy Clapin
– “Les Hirondelles de Kaboul”, de Zabou Breitman e Eléa Gobbé-Mévellec

MELHOR FILME ESTRANGEIRO
– “Dor e Glória”, de Pedro Almodovar
– Le Jeune Ahmed”, de Jean-Pierre Dardenne e Luc Dardenne
– “Joker”, de Todd Philips
– “Lola Vers la Mer”, de Laurent Micheli
– “Era uma vez em… Hollywood”, de Quentin Tarantino
– “O Traidor”, de Marco Bellocchio
– “Parasitas”, de Bong Joon-ho

MELHOR DOCUMENTÁRIO
– “68, Mon Père et les Clous”, de Samuel Bigiaoui
– “La Cordillère des Songes”, de Patricio Guzmán
– “Lourdes”, de Thierry Demaizière et Alban Teurlai
– “M”, de Yolande Zauberman
– “Wonder Boy Olivier Rousteing, Né Sous X”, de Anissa Bonnefont

MELHOR ARGUMENTO ORIGINAL
– Nicolas Bedos por “A Belle Époque”
– François Ozon por “Graças a Deus”
– Olivier Nakache e Éric Toledano por “Especiais”
– Ladj Ly, Giordano Gederlini e Alexis Manenti por “Os Miseráveis”
– Céline Sciamma por “Retrato de uma Rapariga em Chamas”

MELHOR ARGUMENTO ADAPTADO
– “Comportem-se Como Adultos”
– “J’Accuse – O Oficial e o Espião”
– “J’Ai Perdu Mon Corps”
– “Roubaix, une Lumière”
– “Seules les Bêtes”

MELHOR FOTOGRAFIA
– “Graças a Deus”
– “J’Accuse – O Oficial e o Espião”
– “Os Miseráveis”
– “A Belle Époque
– “Especiais”

MELHOR MONTAGEM
– “Graças a Deus”
– “J’Accuse – O Oficial e o Espião”
– “Os Miseráveis”
– “A Belle Époque”
– “Especiais”

MELHOR SOM
– “A Belle Époque”
– “Ameaça em Alto Mar”
– “J’Accuse – O Oficial e o Espião”
– “Os Miseráveis”
– “Retrato de uma Rapariga em Chamas”

MELHOR MÚSICA ORIGINAL
– “Atlantique, de Mati Diop
– “J’Accuse – O Oficial e o Espião”
– “J’Ai Perdu Mon Corps”
– “Os Miseráveis”
– “Roubaix, une Lumière”

MELHOR GUARDA-ROUPA
– “J’Accuse – O Oficial e o Espião”
– “A Belle Époque”
– “Edmond”
– “Jeanne”
– “Retrato de uma Rapariga em Chamas”

MELHOR DESIGN PRODUÇÃO
– “A Belle Époque”
– “Ameaça em Alto Mar”
– “Edmond”
– “J’Accuse – O Oficial e o Espião”
– “Retrato de uma Rapariga em Chamas”

MELHOR CURTA-METRAGEM
– “Beautiful Loser”, de Maxime Roy
– “Pile Poil”, de Lauriane Escaffre e Yvonnick Muller
– “Le Chant d’Ahmed”, de Foued Mansour
– “Chien Bleu”, de Fanny Liatard
– “Netta Football Club”, de Yves Piat

MELHOR CURTA-METRAGEM ANIMAÇÃO
– “Ce magnifique Gâteau”, de Marc James Roels e Emma de Swaef
– “Je Sors Acheter des Cigarettes”, de Osman Cerfon
– “La Nuit des sSacs Plastiques”, de Gabriel Harel
– “Make It Soul”, de Jean-Charles Mbotti Malolo

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