“Cesária Évora”: Documentário é exibido em antestreia esta noite no IndieLisboa

Como parte da programação da 19ª edição do IndieLisboa, é exibido em antestreia nacional, esta quinta-feira, 28 de abril, às 21:30h, na Culturgest, o documentário biográfico musical “Cesária Évora“, a segunda longa-metragem documental da cineasta portuguesa Ana Sofia Fonseca, sobre a cantora cabo-verdiana.

A sessão irá contar com a presença da realizadora, da neta da cantora Janette Évora e do antigo manager e amigo próximo da artista José da Silva. Distribuído pela Alambique Filmes, o filme vai chegar às salas de cinema nacionais no próximo mês de setembro.

“Cesária Évora” apresenta um retrato poderoso da cantora Cesária Évora, uma mulher nascida no Cabo Verde colonial, que chegou ao topo da cena musical a nível mundial e sempre buscou a liberdade acima de tudo. O filme traça os diversos contextos políticos e sociais da vida de Évora e os temas universais da liberdade e da desigualdade racial e de género, todos ilustrados por imagens de arquivo inéditas, canções originais e testemunhos únicos das pessoas que conheceram a mulher por trás da lenda.

Segundo o comunicado da distribuidora, o filme “foi criado através de um processo de pesquisa exaustivo e rigoroso, com material de arquivo”, que representa cerca de 85% do material na tela, acrescentando que “estas faixas de áudio, filmes e fotografias de arquivo foram gravadas em vários formatos”, incluindo Super 8, U-Matic, Betacam, Hi8 e Mini DV, o que reflete a incrível duração da carreira de Évora.

Este documentário intismista acompanha as lutas e o sucesso da Diva dos Pés Descalços, cuja voz levou-a de Cabo Verde para o estrelato internacional, mas o seu único sonho era ter uma casa. A liberdade era o chão que pisava. A maior parte do material de arquivo são filmagens pessoais filmadas por amigos e familiares, permitindo ao espectador conhecer Évora nas suas próprias palavras.

“A importância de fazer um filme sobre uma mulher africana tão incrível veio-me há dez anos, um dia depois do funeral da Cesária. Fiquei do lado de fora da minha casa e vi a tristeza nos olhos das pessoas. Naquele momento, comecei a pensar: quantos filmes existem sobre mulheres negras, com mais de 50 anos, morando em África, que se tornaram um ícone internacional e conseguiram mudar um país? Como uma mulher negra, pobre, velha e com peso a mais, conseguiu ter sucesso numa indústria obcecada pela beleza e juventude? Como jornalista, há 20 anos que conto histórias de pessoas, principalmente mulheres, muitas vindas de África. Cesária é a narrativa perfeita – uma mulher que desafiou o destino e quebrou todos os preconceitos”, explica a realizadora Ana Sofia Fonseca.

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