Conhecidos os vencedores da 7ª edição do Porto/Post/Doc

Vencedores da 7ª edição do Porto/Post/Doc

A 7ª edição do Porto/Post/Doc: Film & Media Festival só termina no domingo (29), mas já são conhecidos os vencedores das secções competitivas, com destaque para “Partida“, de Caco Ciocler, vencedor do Grande Prémio Vicente Pinto de Abreu da Competição Internacional.

“Depois do resultado da última eleição no Brasil, uma atriz decide concorrer à Presidência da República. Na sequência dessa decisão, junta-se a uma trupe inusitada numa viagem em defesa das utopias: tentar celebrar a passagem de ano nos braços da sua maior inspiração, Pepe Mujica, ex-presidente do Uruguai”, lê-se na sinopse do flme, que para o júri “inventa uma forma para pensar o modo como um filme pode ser um fórum para a discussão e a ação coletiva”. O filme voltará a ser exibido no dia 3 de dezembro, às 18:00h, no cinema Passos Manuel.

Ainda nesta competição, André Guiomar, por “A Nossa Terra, O Nosso Altar“, que segue a vida do antigo bairro do Aleixo, venceu o Prémio Companhia das Culturas/Fundação Pereira Monteiro para Melhor Realizador entre autores emergentes (≤36 anos), destacado pelo júri pelo “compromisso que o filme assume de acompanhar, de uma forma continuada e ao longo de muito tempo, as alegrias, as tristezas e as lutas de uma comunidade.”

Na secção Cinema Falado, que distingue o Melhor Filme em Língua Portuguesa de todo o programa, o Prémio SPAutores foi para a produção brasileira “Extâse“, de Moara Passoni, um trabalho que para o júri “manifesta, através de uma política do corpo que se desdobra num corpo político, a experiência vivida de um tempo que é simultaneamente pessoal, colectivo, histórico e sócio – político” e “por convocar problemas de intensa actualidade e articular o potencial crítico de múltiplas ferramentas artísticas com a imagem cinematográfica”.

Niños Somos Todos“, de Sergi Camerón, arrecadou o Prémio Transmission, “pelo equilíbrio exímio com que mistura cinema documental, registo de viagem, experimentação musical e performance, com um olhar empático sobre o outro que propicia muitos encontros e cruzamentos”.

O prémio de Melhor Filme da Competição Cinema Novo foi atribuído a Francisca Magalhães, Joana Tato Borges e Maria Canela, por “Há Alguém na Terra“, que o júri salientou ter sido “filmado com uma delicadeza poética, onde a imagem, através de pequenos gestos, assume um papel relevante na densidade com que os temas nos transportam para um outro espaço e tempo”.

Foi ainda atribuída uma Menção Honrosa a “Jamaika“, filme realizado por Alexander Sussman, “pela qualidade do projeto cinematográfico revelada na realização, montagem e argumento.”

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