Dois documentários na homenagem do canal Odisseia ao príncipe Filipe

Canal Odisseia exibe dois documentarios sobre o príncipe Filipe

Em homenagem ao príncipe Filipe, duque de Edimburgo, que faleceu no passado dia 9 de abril, aos 99 anos, o canal Odisseia exibe nesta sexta-feira, 16 de abril, dois documentários a partir das 22:30h.

A abrir este especial, o canal emite “Príncipe Filipe de Edimburgo: A Criação de um Rei“, que revela, pela primeira vez, a história interna das tensões que foram desencadeadas quando a Rainha se apaixonou pelo príncipe Filipe – tensões que colocariam enorme pressão sobre o casamento real e moldariam o futuro do reinado de Elizabeth.

O jovem Filipe foi considerado “áspero, sem educação e provavelmente pouco fiel”. A elite real e política não gostava das suas raízes alemãs, nem do seu ambicioso tio Lord Louis Mountbatten. Este documentário baseia-se em memórias inéditas que tentam mostrar como Filipe e Mountbatten estavam já a planear o casamento real no inverno de 1939-40, quando a Rainha tinha apenas 13 anos.

Os laços alemães de Filipe eram uma fonte de ansiedade para os pais de Elizabeth e a Rainha sentiu-se dividida entre os dois lados. O trabalho revela as complexidades e frustrações do casamento real, que surgiu enquanto a Rainha lutava para conciliar o amor do seu marido com as suspeitas da sua família e do seu governo.

Pelas 23:20h tem início “A Coroação“, um documentário em que a Rainha Isabel II fala pela primeira vez do dia da sua coroação, uma cerimónia que marcou o início do reinado mais longo da monarquia britânica. Num dos dias de junho mais frios do século, depois de dezasseis meses de planificação e sob o olhar atento de milhões de pessoas de todo o mundo, a Sua Majestade a Rainha Isabel II preparava-se para ser coroada na Abadia de Westminster, perante oito mil pessoas. Uma das cerimónias mais antigas do mundo marcava o início da nova era isabelina e do reinado mais longo da monarquia britânica.

Neste documentário, a Rainha Isabel II fala pela primeira vez daquele 2 de junho de 1953. Além disso, revela os seus profundos conhecimentos sobre os 140 objetos que compõem as Jóias da Coroa, muitas das quais utilizadas apenas no dia da coroação, com destaque para a coroa de ouro de São Eduardo, cuja imposição é o momento-chave da cerimónia, pois marca o momento em que o novo soberano é proclamado formalmente perante Deus e o seu povo.

Natural da Grécia, Filipe é filho do príncipe André da Grécia e da Dinamarca e da princesa Alice de Battenberg. Foi expulso do país, juntamente com a sua família, quando tinha apenas 18 meses.

Em 1939, com 18 anos, juntou-se à Marinha Real Britânica, onde conheceu a rainha Isabel II, à data com apenas 13 anos, quando esta fazia uma visita à Real Escola Naval de Dartmouth. A partir desse momento, começaram a trocar correspondência. Antes do anúncio do casamento, abandonou os seus títulos gregos e dinamarqueses e naturalizou-se cidadão britânico. Casariam em 1947, na Abadia de Westminster, já depois do fim da Segunda Guerra Mundial, na qual Filipe combateu.

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