Donald Sutherland e Agnès Varda vão receber um Óscar honorário em novembro

O Conselho de Governadores da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos EUA revelou os nomes dos cineastas que irão receber um Óscar honorário na 9ª edição dos Governors Awards que se realiza no dia 11 de novembro, no Ray Dolby Ballroom, no Hollywood & Highland Center.

O ator Donald Sutherland, a realizadora Agnès Varda, o diretor de fotografia Owen Roizman e o realizador/argumentista Charles Burnett, são os indicados para receberem as estatuetas honorárias.

“Os prémios dos Governadores deste ano refletem a amplitude do cinema internacional e são tributos para quatro grandes artistas, cujo trabalho incorpora a diversidade da nossa humanidade partilhada”, disse o novo presidente da Academia, John Bailey.

O trabalho de Sutherland será provavelmente o mais conhecido pelos cinéfilos, apesar de nunca ter sido nomeado para o Óscar. Nascido no Canadá, o ator, que completou 82 anos no passado mês de julho, apareceu em mais de 140 filmes ao longo de seis décadas, além de várias séries televisivas.

Entre os filmes mais proeminentes em que participou, estão “MASH (1970)”, “O Dia dos Gafanhotos (1975)”, “A Invasão dos Violadores (1978)”, “Gente Vulgar (1980)” e “Sem Limites (1998)”. Em 2015, interpretou o President Snow em “The Hunger Games: A Revolta – Parte 2“.

Varda, nascida na Bélgica, tornou-se conhecida como a mãe da New Wave francesa. Amada pela comunidade cinematográfica internacional, é um exemplo inspirador para os cineastas. Aos 89 anos, ainda trabalha e faz um trabalho excecional e muito pessoal, como demonstra a sua última obra, o documentário “Visages, Villages”, que está previsto chegar aos cinemas portugueses em dezembro.

A primeira longa-metragem que dirigiu em 1955, “La Pointe-Courte”, inspirou o seu círculo de cineastas e abalou o cinema na década de 60. Dos seus trabalhos destacamos “Duas Horas da Vida de Uma Mulher (1962)”, “A Felicidade (1965)”, “Sem Eira Nem Beira (1985)”, “Os Respigadores e a Respigadora (2000)” e “As Praias de Agnès (2008)”, um documentário autobiográfico.

Como diretor de fotografia, Roizman (81 anos) contribuiu para a aparência de inúmeros filmes e foi nomeado cinco vezes ao Óscar por “Os Incorruptíveis Contra a Droga”, “O Exorcista”, “Network”, “Tootsie – Quando Ele Era Ela” e “Wyatt Earp”, mas não arrecadou qualquer estatueta dourada. Entre 2002 a 2011, fez parte do conselho da Academia como representante dos diretores de fotografia.

Argumentista, produtor, realizador, editor e também diretor de fotografia, Burnett é uma figura lendária na comunidade de filmes indie. Em 1978 dirigiu a sua primeira longa-metragem, o drama “Killer of Sheep”. Continuou a fazer filmes dramáticos, como “My Brother’s Wedding (1983)”, “To Sleep with Anger (1990)” e “The Glass Shield (1994)” e documentários como “Nat Turner: A Troublesome Property” ou “Namibia: The Struggle for Liberation (2007)”, o seu último filme até ao momento, pois está anunciado para dirigir, aos 73 anos, o romance “Edwin’s Wedding”.

A 90ª cerimónia de entrega dos Óscares está marcada para o dia 4 de março de 2018, no Teatro Dolby, em Los Angeles, Califórnia. O comediante Jimmy Kimmel será o anfitrião do evento pelo segundo ano consecutivo. Os nomeados aos Óscares 2018 serão anunciados a 23 de janeiro do próximo ano.

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