“Especial Centenário Pier Paolo Pasolini”: A partir de 28 de setembro noTVCine Edition

Para as noites de quarta-feira, às 22:00h, a partir de 28 de setembro, o TVCine Edition começa a emitir o “Especial Centenário Pier Paolo Pasolini“, uma programação que surge no ano em que se comemora o centenário do nascimento daquele que foi um dos maiores intelectuais do século XX – um artista livre, brilhante e controverso que criou algumas das obras mais memoráveis do cinema.

Entre o drama, a comédia e o documentário, a programação estende-se ao longo de seis semanas, com a exibição de cópias restauradas de “Accattone”, “Mamma Roma”, “O Evangelho Segundo São Mateus”, “Comícios de Amor”, “Passarinhos e Passarões” e “Rei Édipo” – este último a 2 de novembro, dia da sua trágica morte em 1975.

Assista ao vídeo promocional e conheça um pouco melhor os filmes que fazem parte da programação do “Especial Centenário Pier Paolo Pasolini”:

28 setembro – “Accattone” (1961)

Accattone (calão para “pequeno meliante”), um proxeneta, habita nos subúrbios de Roma e leva uma vida marcada pelo ócio. Quando a namorada que ele explora vai parar à prisão, Accattone logo encontra uma substituta na inocente Stella, que tenta arrastar para a vida da prostituição. Mas nem tudo vai correr conforme planeado…

5 outubro – “Mamma Roma” (1962)

Um retrato neorealista de martírio maternal que marca uma transição na filmografia inicial do subversivo Pasolini. O seu segundo filme é uma das primeiras obras do cineasta a retratar os marginais da sociedade italiana. A partir da história melodramática de uma prostituta de Roma que tenta dar uma vida digna ao seu filho, Pasolini constrói um filme com uma extraordinária dimensão poética e social, coroado por uma das mais exímias performances de Anna Magnani. Na altura da sua estreia, Mamma Roma foi proibido em Portugal, ressurgindo nos circuitos comerciais apenas em 1992.

12 outubro – “O Evangelho Segundo São Mateus” (1964)

Drama bíblico inovadoramente naturalista e despojado, com a vida de Cristo recontada a partir do Evangelho segundo Mateus. As parábolas, os primeiros discípulos, a revolta, a determinação, os milagres, a intolerância, a solidão e a impaciência. Assim Jesus conseguiu uma legião de seguidores e inimigos, segundo o Evangelho de São Mateus. Nesta obra maior, Pasolini apresenta-nos um Cristo completamente distinto do estilo ‘épico’ com que o cinema o vinha caracterizando; um Cristo solar que se faz acompanhar da música de Bach, enquanto a Virgem é interpretada pela mãe do próprio autor.

19 outubro – “Comícios de Amor” (1964)

Pasolini veste o uniforme de cineasta de guerrilha, saindo à rua de microfone na mão, para falar de sexo com os seus compatriotas. Profundamente interessado pelo tempo em que vivia, Pasolini deu com este filme um exemplo notável do que se chamava na época “cinema-verdade”. Trata-se de um inquérito sobre a sexualidade, que levou Pasolini de norte ao sul de Itália com o propósito de interrogar intelectuais, operários, camponeses, soldados, burgueses, jovens, velhos, crianças, homens e mulheres, num filme realizado no limiar da grande revolução sexual dos anos 60.

26 outubro – “Passarinhos e Passarões” (1966)

Caprichosa fantasia fílmica sobre cristianismo e marxismo, também conhecida por ser o último filme do bem-amado ator cómico Totò. Um conto alegórico estreado em Cannes e no qual ele brilha com um desempenho memorável. Enquanto se deslocam pela estrada fora e através do tempo, com uma incursão à época de S. Francisco de Assis, Totò e o seu filho encontram um corvo falante (e intelectual de esquerda) que os acompanha na digressão e vai comentando as peripécias que se sucedem de uma forma que o torna insuportável, pelo que os nossos heróis serão forçados a tomar uma medida drástica.

2 novembro – “Rei Édipo” (1967)

Pasolini reinventa a tragédia de Sófocles, transformando Rei Édipo numa “autobiografia”: “Conto a história do meu próprio complexo de Édipo. Conto a minha vida mistificada, tornada épica pela lenda de Édipo.” Tempos e espaços diversos, “materiais colhidos em diversos sectores da cultura”: eis os ingredientes utilizados por Pasolini nesta fascinante interpretação mitológica, radicalmente pessoal e “personalizada”.

Quer ficar a par de todas as novidades de cinema e televisão? Siga-nos nas redes sociais e não se esqueça de deixar um “like”!

Estamos no Facebook, Instagram, Twitter e no Google Notícias. Pode ainda assistir aos trailers legendados no Youtube.

Artigos relacionados