“Guardiões da Galáxia Vol. 3”: Dave Bautista recusa-se a participar se o guião não for o de James Gunn

Dave Bautista recusa-se a participar em Guardiões da Galáxia Vol. 3

Depois de ter sido despedido no passado mês de julho, pela Walt Disney Studios, do cargo de argumentista e realizador de “Guardiões da Galáxia Vol. 3”, as manifestações de apoio a James Gunn continuam a fazer-se ouvir. A mais recente e incisiva foi feita por Dave Bautista, que interpreta Drax no Universo Cinematográfico da Marvel.

Em declarações ao Short List, o ator afirmou que não participará no filme caso o estúdio não utilize o guião original escrito por Gun: “Onde estou agora é que, se a [Marvel] não usar esse guião, vou pedir-lhes que me libertem do meu contrato, que me eliminem ou me reformulem”, disse Bautista, acrescentando que ” Estaria a fazer um mau serviço a James, se não fizesse isto.”

O ex-wrestler profissional escreveria depois no Twitter: “Farei o que sou legalmente obrigado a fazer, mas [Guardiões] sem [James Gunn] não é o projeto em que me inscrevi. GOTG sem [Gunn] não é GOTG. Também é muito repugnante trabalhar para alguém que capacitaria uma campanha de difamação dos fascistas #cybernazis. É assim que me sinto.”

“Ninguém está a defender os seus tweets, mas esta foi uma campanha contra o prestígio de um homem bom. Falei com Chris Pratt um dia depois do sucedido. Ele é um pouco religioso e queria algum tempo para orar e resolver, mas eu estava como: fo**-** que merda é esta! James é uma das pessoas mais amáveis e dignas que conheci.”, tweetou ainda Bautista.

Antes destas declarações, todo o elenco principal de Guardiões da Galáxia escreveu uma carta aberta em que mostrava o seu apoio incondicional a James Gunn e pediram para que fosse novamente incorporado. O documento foi assinado por Chris Pratt, Zoe Saldana, Dave Bautista, Bradley Cooper, Vin Diesel, Karen Gillan, Sean Gunn, Pom Klementieff e Michael Rooker, entre outros.

Recorde-se que a demissão de James Gunn teve a ver com a revelação de alguns tweets do cineasta, publicados entre 2009 e 2012, com conteúdos considerados ofensivos por parte da Disney.

As filmagens deveriam começar este outono em Atlanta, para uma estreia anunciada para 2020. Mas como até ao momento não foi anunciado um realizador substituto, não se sabe se a calendarização continua em vigor.

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