“Injustiça”: Documentário americano venceu o Grande Prémio Ambiente do 25º CineEco

Documentário "Grit" foi o vencedor do festival CineEco 2019

“Injustiça” (Grit), documentário americano realizado por Cynthia Wade e Sasha Friedlander, foi o vencedor do Grande Prémio Ambiente, da competição internacional de longas-metragens da 25ª edição do CineEco – Festival Internacional de Cinema Ambiental da Serra da Estrela, que decorreu em Seia, no distrito da Guarda, de 12 a 19 de outubro.

Num ano em que o festival destacou a Emergência Climática como um dos seus temas centrais, o emotivo filme acompanha o ativismo de uma jovem contra uma multinacional indonésia, sobrevivente de um tsunami de lama tóxica que enterrou 16 aldeias em Java Oriental.

Ainda na competição de longas, o júri também premiou “Reator Perdido” (Lost Reator) com o Grande Prémio Antropologia Ambiental – Liberty Seguros , documentário alemão sobre um grupo de pessoas que vivem numa dimensão de tempo pós-Chernobyl paredes-meias com uma Central de Energia Nuclear que nunca chegou a funcionar. O Prémio Educação Ambiental – Associação Mares Navegados foi para “Genesis 2.0”, um filme-documentário sobre manipulação genética, tecnologia e criação na busca do “ouro branco” nos limites mais remotos da Sibéria.

O júri do CineEco atribui ainda três Menções Honrosas, aos filmes “O Herói das Ovelhas” (Sheep Hero), de Ton van Zantvoort, “Sonhando um Lugar”, de Alfonso Kint, e ainda a “Walden”, do suíço Daniel Zimmermann.

O Prémio Internacional Curtas Metragens – Turistrela foi para “Pacha Lama Somos Nós: A Cerimónia para Pachamama”, uma animação em stop motion feito com argila, enquanto que o Prémio Televisão foi atribuído a “O Senhor Kubota”.

As produções nacionais também estiveram em destaque. “Hálito Azul”, de Rodrigo Areias arrecadou o Prémio Camacho Costa Lusofonia e o documentário “Pagar a Promessa”, de Tiago Cerveira, conquistou o Prémio Panorama Regional Lusofonia.

Segundo a organização, em ano de Bodas de Prata, passaram pelas salas do Festival mais de 6.000 espetadores, para além de diretores de festivais de cinema ambiente, realizadores e profissionais de várias áreas.

“O CineEco prova ser um Festival de resistência. Estes 25 anos representam para o Município de Seia uma afirmação do seu papel no âmbito da promoção da Educação para o Ambiente e promoção turística, bem patente no número crescente de público e participantes nacionais e internacionais que todos os anos visitam e por cá ficam durante a semana do Festival”, disse Mário Branquinho.

Sendo um dos festivais de cinema de ambiente mais antigos do mundo e membro fundador e da direção da Green Film Network, uma plataforma de 40 festivais de cinema ambiental, o CineEco encerrou em Seia, mas entra em itinerância por todo o país, incluindo Madeira e Açores.

O Festival Internacional de Cinema Ambiental regressa a Seia, em 2020, entre os dias 10 a 17 outubro.

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