“Joker”, de Todd Phillips, venceu o Leão de Ouro de Melhor Filme do 76º Festival de Veneza

Joker venceu o Festival de Veneza 2019

O júri da 76ª edição do Festival de Cinema de Veneza, presidido pela realizadora argentina Lucrecia Martel, atribuiu o Leão de Ouro de Melhor Filme a “Joker“, de Todd Phillips, tornando-se no primeiro filme baseado numa banda desenhada a conquistar o principal troféu do evento mais antigo do mundo.

A trama do filme está ambientada nos anos 80, em Gotham City e apresenta Joaquin Phoenix no papel de Arthur Fleck, um homem ignorado pela sociedade que se transforma no vilão homicida e grande inimigo de Batman. O elenco conta ainda com Robert De Niro, Zazie Beetz, Bill Camp, Frances Conroy e Brett Cullen. O filme estreia em Portugal a 3 de outubro.

Apesar das polémicas que envolveram a seleção para a competição, “J’Accuse”, de Roman Polanski, conquistou o Leão de Prata (Grande Prémio do Júri). O thriller biográfico retrata o caso Alfred Dreyfus (Louis Garrel), um escândalo político que devidiu a França entre 1894 e 1906, contado do ponto de vista do tenente-coronel Georges Picquart (Jean Dujardin).

O Leão de Prata de Melhor Realizador foi para Roy Andersson, pelo drama “About Endlesness”. O cineasta sueco volta a ser premiado em Veneza depois de ter arrecadado o Leão de Ouro por “Um Pombo Pousou num Ramo a Pensar na Existência”, em 2014. O Prémio Especial do Júri foi para o documentário “La Mafia Non è Più Quella di una Volta”, do italiano Franco Maresco, enquanto o galardão de Melhor Argumento foi para a animação “No.7 Cherry Lane”, escrita e realizada por Yonfan.

Os prémios de interpretação distinguiram o italiano Luca Marinelli, vencedor da Taça Volpi para Melhor Ator por “Martin Eden”, a francesa Ariane Ascarid por “Gloria Mundi”, conquistou a Taça Volpi para Melhor Atriz. Já o Prémio Marcello Mastroianni para Jovens Intérpretes foi atribuido a Toby Wallace por “Babyteeth”.

O cinema português esteve representado em Veneza por “A Herdade“, de Tiago Guedes, e ainda com a curta-metragem “Cães que Ladram aos Pássaros”, de Leonor Teles. Apesar de não constarem no palmarés oficial, a longa-metragem foi distinguida com o prémio “Bisato d’ Oro” da crítica independente para Melhor Realizador e a curta foi
nomeada pelo Festival de Veneza para o prémio de curta-metragem da Academia Europeia de Cinema.

A edição deste ano do Festival de Veneza também homenageou os atores Julie Andrews e Pedro Almodóvar com a atribuição do Leão de Ouro de Carreira. Confira o palmarés completo:

COMPETIÇÃO OFICIAL

LEÃO DE OURO: “Joker”, de Todd Phillips.
LEÃO DE PRATA (Grande Prémio Júri): “J’Accuse”, de Roman Polanski
LEÃO DE PRATA (Melhor Realizador): Roy Andersson por “About Endless”
MELHOR ATRIZ: Ariane Ascaride, por “Gloria Mundi”
MELHOR ATOR: Luca Marinelli, por “Martin Eden”
MELHOR GUIÃO: “No. 7 Cherry Lane”, de Yonfan
PRÉMIO ESPECIAL DO JÚRI: La Mafia Non è Più Quella di una Volta”, de Franco Maresco,
PRÉMIO JOVENS INTÉRPRETES: Toby Wallace por “Babyteeth”

SECÇÃO ORIZZONTI

MELHOR FILME: “Atlantis”, de Valentyn Vasyanovych
MELHOR REALIZADOR: Théo Court, por “Blanco en Blanco”
PRÉMIO ESPECIAL DO JÚRI: “Verdict”, de Raymund Ribay Gutierrez
MELHOR ATRIZ: Marta Nieto por “Madre”
MELHOR ATOR: Sami Bouajila por “Un Fils”
MELHOR GUIÃO: “Revenir”, de Jessica Palud
MELHOR CURTA-METRAGEM: “Darling”, de Saim Sadiq

LEÃO DO FUTURO: “You Will Die at 20”, de Amjad Abu Alala

CLÁSSICOS DE VENEZA

MELHOR DOCUMENTÁRIO SOBRE CINEMA
– “Babenco – Alguém Tem Que Ouvir o cCoração e Dizer: Parou”, de Bárbara Paz

MELHOR FILME RESTAURADO
– “Ecstasy”, de Gustav Machatý

REALIDADE VIRTUAL

MELHOR REALIDADE VIRTUAL
– “The Key”, de Céline Tricart

MELHOR EXPERIÊNCIA EM REALIZADE VIRTUAL
– “A Linha”, de Ricardo Laganaro

MELHOR HISTÓRIA DE REALIZADE VIRTUAL
– “The Daughters of Chibok”, de Joel Kachi Benson

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