Leopardo e Medeia apresentam a cinebiografia do realizador Jacques Tati

filmes jacques tati

A Leopardo Filmes e a Medeia Filmes, vão realizar uma retrospectiva sobre o cineasta françês Jacques Tati, com a exibição de versões digitais restauradas de toda a cinebiografia do ‘mestre da comédia francesa’, como é apelidado.

Ao todo serão seis longas-metragens e seis curtas, que Tati realizou e ou participou, que serão exibidas a partir do 20 de agosto, no Espaço Nimas, em Lisboa e a partir de 1 de setembro, no Teatro Municipal Campo Alegre, no Porto.

Jacques Tati de ascendência russa, francesa e holandesa, protagonizou todos os seus filmes. Morreu em 1982, vítima de uma pneumonia, com 75 anos.

Confira abaixo as sinopses das longas-metragens.

Sim Sr. Hulot (1971 – 1h 36m)
A sociedade automobilística francesa Altra quer fazer-se vingar no salão Automóvel de Amesterdão com um protótipo engenhoso de caravana desenhado pelo Sr. Hulot. Este irá acompanhar, juntamente com Maria, a jovem e mimada relações públicas da empresa , o camião onde o protótipo seguirá até Amesterdão. Nesta viagem irão surgir uma série de peripécias que atrasarão a chegada e mudarão a postura de Maria para com os que a rodeiam.

Parade (1974 – 1h 24m)
Ao longo de “Parade”, adultos e jovens formam uma massa entusiástica, unida pelo espectáculo à sua frente.
Desde o inicio, duas crianças demonstram, através de trocas de olhar, a alegria de estarem juntos. O público participa directamente no espectáculo de circo e music-hall enquanto Tati, o mestre de cerimónias, dirige e anima esta representação.

Há Festa na Aldeia (1949 – 1h 10m)
Numa pequena aldeia do centro de França é dia de festa: os feirantes chegam à praça com as suas roulotes, carroças, carros, cestas, carrocéis, lotarias, fanfarras. Instala-se um cinema ambulante. É ocasião para os aldeões descobrirem um documentário sobre as proezas dos correios na América. Ridicularizado por toda a aldeia, François, o carteiro, decide aprender a executar o seu trabalho “à americana”.

As Férias do Sr. Hulot (1953 – 1h 23m)
Hôtel de la Plage, costa atlântica, Verão: as pessoas pousam as malas calmamente. Ao longe, o som incomodativo de um carro ruidoso. Ao volante, um veraneante pouco comum. É o senhor Hulot, que empurra a porta do hotel e provoca logo uma enorme corrente de ar. É a desordem total durante a estação balnear: ténis coreográfico, um barco de pesca partido. O Sr. Hulot, para gáudio das crianças, semeia involuntariamente o terror nesta pequena sociedade de veraneantes demasiado sérios.

O Meu Tio (1958 – 1h 57M)
O senhor e a senhora Arpel têm uma casa moderna num quarteirão asséptico. Eles têm tudo, conseguiram tudo, na casa deles é tudo novo: o jardim é novo, a casa é nova, os livros são novos. Neste universo tão confortável, tão clean, tão hich-tech, tão bem programado, o humor, os jogos e a sorte não têm lugar. E o filho Gérard aborrece-se de morte. É então que irrompe o irmão da senhora, o tio, o Sr. Hulot. Personagem inadaptada, habituada ao seu mundo caloroso, vai, para delírio do sobrinho, virar tudo de pernas para o ar.

Playtime – Vida Moderna (1967 – 1h 55m)
Na era das «Economic Air Lines», turistas americanos efectuam uma viagem organizada. O programa é composto pela visita de uma capital por dia. Quando chegam a Paris, apercebem-se que o aeroporto é exactamente igual àquele de onde partiram de Roma, que as ruas são como as de Hamburgo e que os candeeiros de rua se parecem estranhamente aos de Nova Iorque. Pouco a pouco encontram franceses, entre os quais, o Sr. Hulot.

Das curtas-metragens a exibir, Tati realizou a solo A Escola dos Carteiros (16′) e em conjunto com Sophie Tatischeff, Força, Bastia (26′). Como ator participou em Procura-se Brutamontes, de Charles Barrois (23′), Domingo Animado, de Jacques Berr(22′), Cuida do Teu Gancho Esquerdo, de René Clement (13′), Especialidade da Casa, de Sophie Tatischeff (12′) e Aulas Noturnas de Nicolas Ribowski (30′).

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