Mike Flanagan gostaria de adaptar “Doutor Sono” e “A História de Lisey”

Com títulos como “Oculus”, “Ouija: Origem do Mal” e mais recentemente “Jogo Perigoso” (Gerald’s Game) da Netflix, adaptado da obra de Stephen King, Mike Flanagan é seguramente um dos melhores realizadores que trabalham no género de terror.

Num ano em que os filmes de terror estiveram em destaque, o êxito do relançamento nos cinemas de “It“, agitou Hollywood e deu origem a uma nova corrida à vasta biblioteca de livros de King, para novos filmes e remakes.

Satisfeito com o seu último trabalho, Flanagan já pensa em desenvolver um novo projeto, baseado nas obras do mestre. Numa entrevista ao site Liljas Library e confrontado com a pergunta de que outro livro do autor gostaria de fazer, o cineasta respondeu: “Há tantos. Mas os que mais gostaria de fazer são “Doutor Sono” (Doctor Sleep) e “A História de Lisey” (Lisey’s História). Em ambos os casos, é porque me identifico tanto com os protagonistas. “A História de Lisey” é um excelente trabalho, uma bela exploração do casamento. E quem não gostaria de se aventurar no mundo de Danny Torrance?”, disse Flanagan.

Quanto a “Doutor Sono”, publicado em 2013, é uma continuação do livro de 1977, “The Shinning – A Luz”, que ocorre anos após os eventos no Overlook Hotel, centrado num Danny, agora de meia idade, que ainda está traumatizado pelas visões e fantasmas do passado. Dan anda há décadas à deriva, tentando libertar-se do legado de desespero, alcoolismo e violência deixado pelo seu pai. Quando chega à cidade de New Hampshire, instala-se e trabalha numa comunidade de Alcoólicos Anónimos, que o apoia e o “brilho” que lhe resta oferece um derradeiro conforto aos moribundos.

Com as suas habilidades psíquicas a ressurgirem, conhece Abra Stone, uma garota de 12 anos, com o brilho mais vivo que já viu e que dá novo alento aos fantasmas de Danny e o impulsiona para uma guerra épica entre o bem e o mal para salvar Abra e a sua alma, de uma tribo de gente conhecida como Nó Verdadeiro, quase imortais, que vivem do “vapor” produzido pela crianças e com o “brilho” quando são torturadas lentamente até à morte.

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