“O Quadrado”, de Ruben Östlund, brilhou nos Prémios do Cinema Europeu 2017

“O Quadrado” (The Square), de Ruben Östlund, foi o grande vencedor da 30ª edição dos Prémios do Cinema Europeu – EFA, atribuidos pela Academia Europeia de Cinema. na noite do passado sábado, em Berlim. Além de ter sido considerado o Melhor Filme Europeu do ano, o filme sueco venceu ainda nas categorias de Melhor Comédia, Melhor Realizador, Melhor Ator e Melhor Argumento, bem como na categoria técnica de Melhor Direção de Arte.

Esta sátira ao mundo das artes e dos media, que venceu a Palma de Ouro no Festival de Cannes de 2017, ainda pode ser vista atualmente nos cinemas portugueses.

Dos principais prémios, “O Quadrado” apenas não venceu na categoria de Melhor Atriz, para a qual não foi nomeado, sendo atribuído a Alexandra Borbély, a protagonista húngara de “Corpo e Alma” (On Body And Soul), drama romântico de Ildikó Enyedi, que eestreia em portugal no próxima dia 21 de dezembro.

Entre os restantes premiados, destaque para “A Paixão de Van Gogh“, de Dorota Kobiela e Hugh Welchman, que venceu na categoria de Melhor Animação, “Communion”, da polaca Anna Zamecka, como Melhor Documentário e ainda “Lady Macbeth“, do realizador britânico William Oldroyd, distinguido com o Prémio Descoberta – FIPRESCI.

A cerimónia serviu também para homenagear a atriz francesa Julie Delpy, com um prémio de reconhecimento pela sua contribuição para o cinema europeu e Alexandr Sokurov, cineasta russo, que foi distinguido com um prémio especial pela sua carreira de mais de 40 anos dedicados ao cinema.

Confira a lista completa dos premiados:

MELHOR FILME
– “O Quadrado”, de Ruben Östlund

MELHOR REALIZADOR
– Ruben Östlund (O Quadrado)

MELHOR ATRIZ
– Alexandra Borbély (Corpo e Alma)

MELHOR ATOR
– Claes Bang (O Quadrado)

MELHOR ARGUMENTISTA
– Ruben Östlund (O Quadrado)

MELHOR COMÉDIA
– “O Quadrado”, de Ruben Östlund

MELHOR ANIMAÇÃO
– “A Paixão de Van Gogh”, de Dorota Kobiela e Hugh Welchman

MELHOR DOCUMENTÁRIO
– “Communion”, de Anna Zamecka

DESCOBERTA – PRÉMIO FIPRESCI
– “Lady Macbeth”, de William Oldroyd

MELHOR CURTA-METRAGEM
– “Timecode”, de Juanjo Giménez

MELHOR FOTOGRAFIA
– “Loveless”

MELHOR MONTAGEM
– “120 Batimentos Por Minuto”

MELHOR DIREÇÃO ARTÍSTICA
– “O Quadrado”

MELHOR GUARDA-ROUPA
– “Spoor”

MELHOR CARACTERIZAÇÃO
– “Brimstone – Castigo”

MELHOR BANDA SONORA
– “Loveless”

MELHOR EDIÇÃO DE SOM
– “Sete Minutos Depois da Meia-Noite”

PRÉMIO DO PÚBLICO
– “Stefan Zweig: Adeus, Europa”, de Maria Schrader

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