Oito noites de documentários premiados para ver nos Canais TVCine

Se é fã de filmes documentais, então há uma boa notícia para si. A partir desta segunda-feira, 18 e até ao dia 28 de julho, os Canais TVCine prepararam uma seleção de oito documentários premiados para ver nas noites de segunda a quinta-feira, às 22:00h, no TVCine Edition.

Estou Me Guardando Para Quando o Carnaval Chegar“, “A Távola de Rocha“, “Arte da Memória“, “…Até Tocar O Azul Do Mar“, “O Rei dos Donuts“, “L´Étincelle“, “Sabaya” e “Olivier Rousteing: Menino Prodígio” são os títulos que fazem parte da programação do especial “Documentários Premiados”, muitos deles inéditos em Portugal.

Assista ao vídeo promocional do especial “Documentários Premiados“e logo de seguida conheça melhor os filmes e as datas de exibição.

18 julho – “Estou Me Guardando Para Quando o Carnaval Chegar”

Na cidade de Toritama, são produzidos anualmente mais de 20 milhões de pares de calças de ganga. Os proprietários destas fábricas caseiras trabalham sem parar, exceto no Carnaval: quando chega a folga, eles vendem tudo que acumularam e descansam em praias paradisíacas. Realizado e escrito por Marcelo Gomes, foi exibido na mostra Panorama do Festival de Cinema de Berlim, venceu vários prémios em festivais brasileiros e no Festival Internacional de Cinema de Chicago.

19 julho – “A Távola de Rocha”

Samuel Barbosa trabalhou durante largos anos com Paulo Rocha, desde “Vanitas” (2004) até ao filme final “Se Eu Fosse Ladrão… Roubava” (2013). Estreado no Festival de Locarno, o documentário propõe um reencontro com o seu Cinema: as personagens, os lugares, os décors e as pessoas – atores, artistas e amigos que, em forma de testemunho, propõem uma reflexão sobre as suas experiências com o autor de “Verdes Anos” e “A Ilha dos Amores”.

20 julho – “Arte da Memória”

Pela lente de Rodrigo Areias, um mergulho no processo criativo de três artistas plásticos contemporâneos: Daniel Blaufuks, Pedro Bastos e José Rufino. Apesar das diferentes abordagens de cada autor, encontramos pontos de comunicação na forma como a memória opera nas suas obras.

21 julho “…Até Tocar O Azul Do Mar”

Uma sinfonia em 18 capítulos da autoria de Jia Zhang-Ke, sobre a sociedade chinesa desde 1949, narrada por três importantes romancistas chineses: Jia Pingwa, Yu Hua e Liang Hong, nascidos nas décadas de 50, 60 e 70 respetivamente. Ao partilhar as suas vivências da infância à idade adulta, abordando a realidade e a literatura, o filme tece uma história espiritual de 70 anos do povo chinês, indicando os momentos de viragem na história do país.

25 julho – “O Rei dos Donuts”

Um documentário que conta a história do refugiado cambojano Ted Ngoy, que chegou à Califórnia na década de 1970 e, numa mistura de diligência e sorte, construiu um império multimilionário de donuts ao longo da costa oeste. Mas as coisas mudaram quando uma visita a Las Vegas resultou num vício de jogo que ele não conseguiria superar. Da autoria de Alice Gu, venceu vários prémios em festivais de cinema por todo o mundo, incluir o de Melhor Documentário no Festival South by Southwest.

26 julho – “L´Étincelle”

Há dez anos, ativistas que queriam experimentar um modo de vida coletivo sitiaram uma zona rural arborizada perto de Nantes a fim de bloquear a construção de um novo aeroporto. De Antoine Harari e Valeria Mazzucchi, o filme é um retrato empático dos ambientalistas que levantam questões sobre o futuro da “Zone à défendre”, no momento em que a sua luta leva a uma primeira vitória: o cancelamento do projeto do aeroporto.

27 Julho – “Sabaya”

Documentário sobre um grupo que arrisca a vida a tentar salvar dezenas de mulheres e raparigas Yazidi detidas pelo ISIS como Sabaya (escravas sexuais) no campo mais perigoso do Médio Oriente: Al-Hol, na Síria. Hogir Hirori venceu com Sabaya o prémio de Melhor Realizador na categoria de Documentário do Festival de Cinema de Sundance, bem como muitos outros prémios em Zurique, Estocolmo, Moscovo, Hong Kong, Zagreb, Auckland e Tel Aviv.

28 Julho – “Olivier Rousteing: Menino Prodígio”

A notável ascensão de Olivier Rousteing, o atual diretor criativo da Balmain, cargo que ocupa desde os 25 anos e que faz dele o único homem gay e negro à frente de uma maison francesa. Anissa Bonnefont acompanha o jovem estilista durante o processo de criação dos seus notáveis trabalhos, bem como na busca pelos seus pais biológicos. Um filme vencedor da Menção Especial do Júri do Tribeca Film Festival na categoria de Melhor Documentário.

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