Palmarés completo da 5ª edição do Festival Olhares do Mediterrâneo – Cinema no Feminino

Festival Olhares do Mediterraneo 2018

Foram ontem anunciados os vencedores da 5ª edição do Festival Olhares do Mediterrâneo – Cinema no Feminino, evento que decorreu desde o dia 27 de setembro no Cinema São Jorge, em Lisboa.

“Rush Hour”, de Luciana Kaplan, venceu o prémio de Melhor Longa-Metragem, que o júri descreveu como “um trabalho que, partindo de uma estrutura e linguagens mais convencionais, consegue ainda assim dar um corpo justo a três personagens interdistantes, reféns de uma semelhante opressão diária. Através de um retrato cuidado, o filme contrasta três geografias sociais distintas, em marcha contra a mesma esgotante jornada, viajando desde o esperado luto do tempo, obliterador de vida e relações pessoais, ao terror constante pela integridade física, num mar de corpos onde a violência de género e as algemas diárias de domesticidade são silenciadas.”

Na competição de Curtas-Metragens, o prémio principal foi para a animação espanhola “Areka (The Ditch)”, de Atxur Animazio Taldea, cujo júri ficou impressionado pelo seu arrojo formal e originalidade, além de sublinhar também a importância do tema. Ao filme “Marlon”, de Jessica Palud, foi atribuída uma Menção Honrosa.

O júri da secção Travessias decidiu atribuir o prémio ao filme “Mr Gay Syria”, da realizadora Ayse Toprak, pela coragem em expor as relações entre homens num contexto em que ainda é proibido amar em liberdade e em contar com humor e sensibilidade as histórias dos protagonistas de uma comunidade ainda pouco representada e duplamente marginalizada. O filme de Toprak foi ainda contemplado com o Prémio do Público. Nesta secção foi atribuída uma Menção Honrosa a “Avant La Fin de LÉté”, de Maryam Goormaghtigh.

O Prémio Começar a Olhar, que pretende valorizar filmes feitos em vários contextos de formação, desde escolas de cinema, a oficinas de curta ou maior duração, o Prémio de Melhor Filme foi para “Layla Hasar Sahar (A Night Whit no Dawn)”, de Sara Boszakov, pela maturidade revelada na abordagem à questão actual e premente dos refugiados, aliada a uma estética particularmente cuidada e a um belíssimo trabalho de direcção de actores. “Event Horizon”, de Joséfa Celestin, recebeu uma Menção Honrosa.

O Prémio do Público para curtas-metragens foi para “Irioweniasi. El Hilo de la Luna”, de Esperanza Jorge e Inmaculada Antolínez.

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