Palmarés completo da 6.ª edição do Olhares do Mediterrâneo – Women’s Film Festival

Vencedores do festival de cinema do Olhares do Mediterrâneo 2019

Terminou neste domingo (3) a sexta edição do Olhares do Mediterrâneo – Women’s Film Festival, que decorreu no Cinema São Jorge, em Lisboa, desde o dia 30 de outubro. E o grande vencedor da Competição Geral de Longas-Metragens foi para “Via San Cipriano”, documentário de Lea Schlude.

De acordo com a mensagem do júri, o prémio foi atribuído pela “elegância com que trata o percurso de 3 irmãs e 1 irmão, a dignidade com que olha para o envelhecimento, pela forma como trabalha a memória sem nostalgia e sem tornar o passado mais importante que o presente, pela capacidade de tocar temas sensíveis sem perder a tom empático, pela segurança com que trabalha os espaços, a casa e os objectos, apesar de se tratar de uma primeira obra.”

Na Competição Geral de Curtas-Metragens o prémio foi atribuído a “Black Mamba”, de Amel Guellaty, descrito pelo júri como um “murro no estômago” e como uma “cinematografia cuidada, a pungente interpretação da protagonista e sobretudo a história surpreendente feita de coragem e determinação.”

“Strange Fish”, de Giulia Bertoluzzi, venceu o prémio de Melhor Filme da secção Travessias, definido pela forma tocante e de grande sensibilidade como exalta os valores da generosidade, solidariedade e dignidade humanas através da atuação de pescadores de uma cidade costeira na Tunísia no resgate de emigrantes no Mediterrâneo. O filme foi também distinguido com o Prémio do Público.

Já na secção Começar a Olhar, o prémio principal foi para “Family in Exile”, documentário de Fatima Matousse sobre a condição de ser mulher em Marrocos.”Uma história pessoal, um retrato de família feito com coragem e sem concessões num registo observacional que nos traz igualmente a voz da sua mãe e avó em declarações de muita força para um pai tirano”, segundo o júri.

De referir ainda as menções especiais atribuídas pelo júri a “Puta Mina”, do Colectivo Puta Mina (Longas-metragens), “Non è Amore Questo”, de Teresa Sala (curtas-metragens), “Paradise Without People”, de Francesca Trianni e “Shadow”, de Zeina Qahwaji, ambas na secção Travessias e “Ella, Muerta de Frío. Yo, Callada Hasta los Huesos”, de Elena Tara, na secção Começar a Olhar.

Os espectadores presentes no festival elegeram também como Melhor Curta-metragem o filme “Nudar”, de Rand Beiruty.

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