Prémio Nobel da Literatura 2017: Kazuo Ishiguro e as suas ligações ao cinema

Foram conhecidos recentemente, os vencedores dos Prémios Nobel, concedidos pela academia sueca em reconhecimento aos avanços culturais e/ou científicos. Entre os galardoados está o escritor nipo-britânico Kazuo Ishiguro, laureado com o Nobel da Literatura 2017, pela “grande força emocional dos seus romances” e que “revelam o abismo sob o nosso ilusório sentido de conexão com o mundo”.

Por curiosidade e com a intenção de conhecer melhor o autor e as suas obras, ficamos a saber que Ishiguro também várias ligações à sétima arte e a projetos televisivos, não só pelas adaptações dos seus livros, mas também como argumentista.

Antes de avançarmos, uma pequena apresentação do escritor, que nasceu a 8 de novembro de 1954, em Nagasaki, no Japão, mas que aos seis anos emigrou com a família para Inglaterra, crescendo sobre a influência das duas culturas. O seu sonho de ser músico foi rejeitado pelas editoras e não tendo futuro no panorama musical, decidiu dedicar-se à escrita.

Em 1984, escreveu dois filmes para a TV, “A Profile of Arthur J. Mason” e “The Gourmet”, com argumentos originais, tais como, os dos que se seguiram para o grande ecrã, “A Canção Mais Triste do Mundo (2003)” e “A Condessa Russa (2005)”.

A sua obra magna, “Os Despojos do Dia” (The Remains of the Day), foi a primeira adaptação cinematógráfica, realizada em 1993 por James Ivory, com protagonismo de Anthony Hopkins e Emma Thompson. Já neste século, em 2010, Alex Garland adaptou e Mark Romanek dirigiu “Nunca Me Deixes” (Never Let Me Go), um romance de ficção científica com Carey Mulligan e Andrew Garfield nos papéis principais. Este último livro foi também adaptado no Japão, numa série televisiva de 10 episódios com o título “Watashi wo Hanasanai de”. Ishiguro conta também com uma menção de agradecimento no filme “Ex Machina”.

O escritor também tem no seu currículo três contos e, para além dos dois já adaptados, conta com mais cinco romances de ficção publicados: “As Colinas de Nagasaki (1982)”, “Um Artista do Mundo Transitório (1986)”, “O Desconsolado (1995)”, “Quando Éramos Órfãos (2000)” e o seu último trabalho até à data, “O Gigante Enterrado (2015)”.

Kazuo Ishiguro sucedeu ao compositor, cantor, pintor, ator e escritor norte-americano Robert Allen Zimmerman, mais conhecido pelo nome artístico de Bob Dylan, vencedor do prémio em 2016.

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