Programa de cinema da 6ª edição do MEXE – Encontro Internacional de Arte e Comunidade

Programa de cinema do MEXE 2021

A ter lugar entre os dias 18 de setembro e 3 de outubro nas cidades do Porto, Viseu e Lisboa, o 6º MEXE – Encontro Internacional de Arte e Comunidade propõe-se a criar novos espaços de discussão para as preocupações e desafios que marcam as nossas comunidades.

Um cartaz onde a arte dialoga com a tecnologia e o pensamento científico, perspetivando as comunidades para além do humano, aprofundando outras relações possíveis com a natureza e procurando construir espaço de afirmação para “invisibilidades” que refletem desigualdades sociais, agravadas pela pandemia. Espetáculos, conversas, oficinas, laboratórios de criação, instalações e cinema compõem o ciclo de atividades onde as realidades sociais falam por si.

No quadro do cinema, a edição 2021 do MEXE apresentará seis filmes sobre organizações e projetos cujo trabalho se centra nas práticas artísticas participativas e comunitárias. Com passagens por Porto e Lisboa, este ciclo arranca com “De Portas Abertas“, de Sérgio Emanuel Pereira, um filme produzido pela companhia Teatrão, que reflecte sobre as maneiras de ver o mundo, os conflitos gerados pela expansão urbana desordenada, o abandono industrial ou preconceito sobre a habitação social.

Tendo como palco central um dos maiores teatros de Roterdão, “Mil Heroínas Silenciosas“, do realizador Stefan de Graaff, leva-nos pelas memórias partilhadas e experiências de vida de cinco mulheres que integram a companhia de teatroWomen Connected.

Voltando a solo nacional, estreia do documentário “Uma Árvore no Largo – o Retrato da Comunidade no Bons Sons”, de Tomás Quitério, um retrato da comunidade de Cem Soldos, guiado pelos passos de cinco personagens que a constroem, braço a braço, com quem a habita. O filme é também uma viagem de descoberta das janelas e palcos desta aldeia em movimento.

Do Brasil chega “Cidade Correria“, de Juliana Vicente, um filme documental sobre um Brasil pulsante e radicalmente coletivo. Por dentro do processo do espetáculo, o encontro do transbordamento das urgências cotidianas, contradições, alegrias, delírios, feridas e potências através da voz e nascimento do Coletivo Bonobando, grupo inspirador que se expande do palco para o mar, do mar para a cidade, da cidade para o ecrã.

Com produção da companhia portuguesa Vo’Arte, “2 e 2, são 4“, do realizador Pedro Sena Nunes, é um registo sobre a importância da representatividade de múltiplos corpos na dança.

A mostra de cinema fecha com “Cair“, um filme que desenha novas narrativas em tempo de pandemia, confuso e imprevisível, onde a fragilidade se intensificou e novas fissuras se abriram, aproximando-se da precariedade de pessoas reais procurando deixar as suas histórias falarem e não caindo na tentação de falar sobre elas. Os realizadores Hugo Cruz e João Miguel Ferreira contam-nos como nos podemos segurar a nós, mesmo que em queda-livre.

Mais informações sobre o programa completo do MEXE estão disponíveis no site oficial.

PROGRAMA DE CINEMA DO 6º MEXE (ENTRADA LIVRE)

19 setembro – 15h00, Associação de Moradores da Lomba, Porto
– “De Portas Abertas”, de Sérgio Emanuel Pereira

19 setembro, 16h00, Associação de Moradores da Lomba, Porto
– “Mil Heroínas Silenciosas”, de Stefan de Graaff

19 setembro, 16h30, Associação de Moradores da Lomba, Porto
– “Uma Árvore no Largo – o Retrato da Comunidade no Bons Sons”, de Tomás Quitério

20 setembro, 17h00, Cinema Trindade, Porto
– “Cidade Correria”, de Juliana Vicente

20 setembro, 18h20, Cinema Trindade, Porto
– “2 e 2, são 4”, de Pedro Senna Nunes

20 setembro, 18h50, Cinema Trindade, Porto
– “Cair”, de Hugo Cruz e João Miguel Ferreira

3 outubro, 11h00, Pequeno Auditório da Culturgest, Lisboa
– “Uma Árvore no Largo – o Retrato da Comunidade no Bons Sons”, de Tomás Quitério

3 outubro, 11h45, Pequeno Auditório da Culturgest, Lisboa
– “Mil Heroínas Silenciosas”, de Stefan de Graaff

3 outubro, 16h00, Pequeno Auditório da Culturgest, Lisboa
– “Cidade Correria”, de Juliana Vicente

3 outubro, 17h20, Pequeno Auditório da Culturgest, Lisboa
– “Cair”, de Hugo Cruz e João Miguel Ferreira

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