“Slay the Dreamer”: Joe Berlinger vai dirigir filme sobre o mistério do assassinato de Martin Luther King Jr.

Joe Berlinger vai dirigir filme Slay the Dreamer

Joe Berlinger (Extremamente Perverso, Escandalosamente Cruel e Vil) vai dirigir “Slay the Dreamer”, uma longa-metragem sobre o mistério do assassinato de Martin Luther King Jr.. Segundo a notícia exclusiva do Deadline, o cineasta também vai produzir e realizar um documentário sobre o mesmo tema.

O filme é baseado na vida do reverendo James Lawson, amigo e conselheiro de Martin Luther King. Um ícone dos direitos civis por direito próprio, Lawson foi fundamental na greve dos trabalhadores de saneamento, em Memphis. Durante essa greve, Lawson convidou King a ir à cidade para falar com os trabalhadores, na noite anterior ao seu assassinato.

“Slay the Dreamer” conta a história real dos esforços de Lawson para reabrir a investigação do assassinato de King. Em 1976, Lawson descobriu que Grace Walden – a única testemunha ocular do homem que disparou em King – fora internada involuntariamente numa instituição mental fora de Memphis. Walden foi detida sob um nome falso depois de recusar uma recompensa de 100 mil dólares do FBI para assinar uma declaração sob juramento afirmando que James Earl Ray era o homem que ela viu no dia do assassinato. Walden afirmou enfaticamente que Ray não se parecia em nada com o homem que ela viu. Lawson procurava Walden há oito anos e finalmente a encontrou na instituição.

O projeto é baseado num guião escrito por Donald Freed e Mark Lane, que acompanhará a investigação para libertar Walden, revelando factos e eventos perturbadores, sugerindo que ela estava certa e que Lawson acreditava que Ray não havia matado King.

O Comité de Assassinatos da Câmara dos Representantes reuniu-se de janeiro a junho de 1978 e entrevistou 4.924 testemunhas, descobrindo que “não havia evidência de cumplicidade do FBI, da CIA ou de qualquer agência do governo no assassinato do Dr. King”. Durante 50 anos e até hoje hoje, os arquivos continuam selados e arquivados.

“A 4 de abril de 1968, James Earl Ray não assassinou nem disparou a arma contra Martin Luther King Jr., e as provas são esmagadoras, sem sombra de dúvida. Ray foi selecionado como um bode expiatório para os que planearam o assassinato e uma parte importante da “política de assassinato” dos anos 60 que mudou a história de nossa nação em direção à tirania. Este filme revela uma parte crítica da verdade importante sobre os assassinatos da década de 1960, que levou a onde estamos hoje como nação. A política de assassinato é uma das principais causas dos sistemas quebrados na sociedade dos EUA hoje. Nós, o povo dos EUA, precisamos desse filme para nos ajudar a recuperar uma bússola em direção à justiça e à verdade”, disse Lawson.

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