“Sweet Thing – Infância à Deriva”: Drama de Alexandre Rockwell estreia esta semana

Estreia do filme Sweet Thing - Infância à Deriva

Iconoclasta do movimento do cinema independente dos anos 80 e 90, o realizador Alexandre Rockwell está de volta aos cinemas nacionais na próxima quinta-feira, 22 de julho, com o drama “Sweet Thing – Infância à Deriva“, um filme em que captura as nuances da adolescência, das amizades e das relações difíceis e às vezes tensas entre pais e filhos.

Tal como no filme “Little Feet””(2013), o cineasta aposta novamente nos seus filhos Lana e Nico Rockwell como protagonistas, e desta vez com a sua esposa Karyn Parsons que, tal como na vida real, interpreta a mães dos dois jovens.

Com uma sublime cinematografia a preto e branco com cenas de cores intercaladas, Rockwell pinta um retrato contemporâneo, porém atemporal, da resiliência de uma família que vive à margem da sociedade.

O filme gira em torno da adolescente Billie (Lana) e do seu irmão mais novo Nico (Nico) que passam os seus dias a vasculhar sucata em New Bedford, Massachusetts. O pai Adam (Will Patton) gasta em bebidas o dinheiro que ganha, enquanto a mãe Eve (Karyn) abandonou-os para viver com seu namorado Beaux (ML Josepher). Num verão e num acto de libertação, as crianças Billie e Nico, partem numa aventura pelo fantástico e poético mundo da infância, invisíveis aos adultos em seu redor.

Vencedor do prémio Crystal Bear de Melhor Filme na Secção Generation do Festival Internacional de Cinema de Berlim de 2020, “Sweet Thing – Infância à Deriva” foi muito elogiado por Quentin Tarantino:

“É um dos mais poderosos novos filmes que vi em anos. Todo o filme tem alma, mas o facto de Alexandre Rockwell ter escolhido filmar em película de 16mm a preto-e-branco, dá-lhe uma essência divina. Mas é a interpretação da sua jovem protagonista Lana Rockwell que nos assombra quando o filme termina. A forma como ela carrega a sua dignidade aos ombros enquanto se movimenta precariamente através da inquietação extenuante que é a sua vida, é como ela transporta o filme e o espectador através do terreno de Rockwell.”

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