“Vitalina Varela” entre os pré-selecionados para os Prémios Europeus de Cinema

Vitalina Varela entre os candidatos aos Premios Europeus de Cinema

A Academia Europeia de Cinema (EFA) revelou esta terça-feira (18), a primeira lista dos filmes selecionados para os Prémios Europeus de Cinema 2020. Devido à Covid-19 e às restrições relacionadas com a pandemia, o anúncio das longas-metragens será feita em duas etapas. A segunda será anunciada em setembro.

A medida permite a inclusão de filmes que tinham a estreia prevista até 31 de maio – seja em festival ou em cinema – mas que não o fizeram devido à pandemia da Covid-19, mas com a condição de estrearem em cinema ou online até ao final de novembro.

No lote dos 32 filmes já anunciados, encontra-se a produção nacional “Vitalina Varela“, do realizador Pedro Costa, que se estreou no Festival de Locarno, onde venceu o Leopardo de Ouro, tendo posteriormente passado por vários festivais e mostras de cinema tendo arrecadado diversos prémios internacionais. A 31 de outubro de 2019 estreou-se no circuito comercial português.

Na lista também estão títulos que passaram pelos cinemas portugueses, como “Corpus Christi – A Redenção“, “Martin Eden” e “Comportem-se Como Adultos“, bem como “A Vida Extraordinária de David Copperfield“, previsto para setembro. “Falling”, “Charlatan” e “The Painted Bird” também estão entre os candidatos a uma nomeação aos prémios anuais.

Nas próximas semanas, a European Film Academy vai exibir para os seus mais de 3.800 membros os filmes selecionados e, após o anúncio da parte 2, começam a votar nas nomeações finais nas categorias de Melhor Filme Europeu, Realizador, Ator, Atriz e Argumentista. Os vencedores da categorias técnicas serão decididos por um júri de 8 membro.

As nomeações serão então anunciadas no dia 7 de novembro no Festival de Cinema Europeu de Sevilha, em Espanha, e os vencedores apresentados na 33ª edição dos European Film Awards que terá lugar a 12 de dezembro em Reykjavík, capital da Islândia.

Lista dos 32 filmes selecionados:

– “A Vida Extraordinária de David Copperfield”, de Armando Iannucci
– “Atlantis”, de Valentyn Vasyanovich
– “Berlin Alexanderplatz”, de Burhan Qurbani
– “Between Heaven And Earth”, de Najwa Najjar
– “Cat In The Wall”, de Mina Mileva e Vesela Kazakova
– “Charlatan”, de Agnieszka Holland
– “Charter”, de Amanda Kernell
– “Comportem-se Como Adultos”, de Costa-Gavras
– “Corpus Christi – A Redenção”, de Jan Komasa
– “Dau. Natasha”, de Ilya Khrzhanovskiy e Jekaterina Oertel
– “Echo”, de Rúnar Rúnarsson
– “Effacer l’historique (Delete History), de Benoît Delépine e Gustave Kervern
– “El Hoyo”, de Galder Gaztelu-Urrutia
– “Falling”, de Viggo Mortensen
– “Father”, de Srdan Golubović
– “Favolacce” (Bad Tales), de Damiano e Fabio D’Innocenzo
– “Final Report”, de István Szabó
– “Hidden Away”, de Giorgio Diritti
– “Hope”, de Maria Sødahl
– “Let There Be Light”, de Marko Škop
– “Martin Eden”, de Pietro Marcello
-“Mother”, de Rodrigo Sorogoyen
-“Motherland”, de Tomas Vengris
-“My Little Sister”, de Stéphanie Chuat e Véronique Reymond
-“Persian Lessons”, de Vadim Perelman
-“Servants”, de Ivan Ostrochovský
-“The Endless Trench”, de Aitor Arregi, Jon Garaño e Jose Mari Goenaga
-“The Painted Bird”, de Václav Marhoul
– “Undine”, de Christian Petzold
– “Uppercase Print”, de Radu Jude
– “Vitalina Varela”, de Pedro Costa
– “Wildland”, de Jeanette Nordahl

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