Roma, no esplendor do verão. Turistas enchem a colina do Janiculum: um homem japonês desfalece, deslumbrado por tamanha beleza. Jep Gambardella (Toni Servillo) – um elegante homem com um charme irresistível , apesar dos primeiros sinais de envelhecimento – goza a vida social da cidade ao máximo.
Ele frequenta jantares e festas chiques, onde o seu brilhante humor e agradável companhia são sempre bem-vindos. Jep é um jornalista bem sucedido e um sedutor inveterado, que na sua juventude escreveu um romance de sucesso que lhe valeu um prêmio literário e uma reputação de escritor frustrado, embora esconda o seu desencanto por detrás de uma atitude cínica que lhe permite ver o mundo com uma lucidez amarga.
No terraço do seu apartamento de Roma, com vista para o Coliseu, ele dá festas onde ” o aparelho humano” – que também é o titulo do seu livro – é despido das suas pretensões e a comédia da vacuidade se desenrola. Cansado deste estilo de vida, Jep sonha por vezes em voltar a escrever, assombrado por memórias de um amor da juventude. Mas será que ele vai conseguir lidar com esse sentimento?
Será que tem capacidade para superar este desgosto profundo por si mesmo e pelos outros, numa cidade cuja beleza deslumbrante leva à imobilidade?










