Na Nápoles da Belle Époque dos inícios do séc. XX, um actor criava a personagem burlesca de Felice Mascarpone, e as salas enchiam-se para o ver. Rei do riso e rei das bilheteiras, Eduardo Scarpetta (1853-1925) teve uma história peculiar.
Mario Martone, encenador e cineasta, autor de alguns dos grandes títulos do cinema italiano das últimas décadas, visita as tradições do teatro napolitano e recria aquilo a que ele próprio chama “o romance imaginário de Eduardo Scarpetta e da sua tribo”.
Uma “tribo” familiar e teatral, onde se juntavam a mulher e as amantes, os filhos legítimos e os ilegítimos, entre eles o famoso dramaturgo italiano Eduardo De Filippo, que nasceu da relação de Scarpetta com a sobrinha da sua mulher.
Um dia, Scarpetta resolve parodiar um drama de Gabriele D’Annunzio, o “poeta oficial” da época, com a anuência deste. Mas D’Annunzio resolve mudar de opinião…










