Ridley Scott regressa ao género de ficção científica com o filme “Na Companhia das Estrelas” (The Dog Stars), um thriller pós-apocalíptico que troca as ameaças extraterrestres por uma pergunta bem mais humana: o que resta de nós quando quase tudo desaparece?
O novo filme do cineasta britânico adapta o romance homónimo de Peter Heller, publicado em 2012. A história acompanha Hig, interpretado por Jacob Elordi, um jovem piloto que sobrevive a uma pandemia devastadora que dizimou grande parte da população mundial.
Ao lado de Bangley (Josh Brolin), um antigo militar especializado em sobrevivência, Hig refugia-se num pequeno aeroporto abandonado no Colorado, tentando manter uma rotina num mundo onde as regras da sociedade deixaram de existir.
A aparente segurança desse refúgio é interrompida por uma misteriosa transmissão de rádio. Convencido de que o sinal pode conduzi-lo até outros sobreviventes — e talvez a uma possibilidade de futuro — Hig decide abandonar a relativa segurança do seu abrigo e partir à descoberta da sua origem.
É aí que o filme se afasta do habitual cinema de sobrevivência. Embora o cenário seja marcado pela violência, pelo isolamento e pela ameaça constante, Scott quis construir uma história em que a esperança e a ligação entre seres humanos assumem um papel central.
Para Ridley Scott, a adaptação encontrou no argumento assinado por Mark L. Smith uma história suficientemente forte para justificar o regresso ao género. O elenco reúne, além de Elordi e Brolin, nomes como Margaret Qualley, Guy Pearce, Benedict Wong e Allison Janney.
“Na Companhia das Estrelas” promete, assim, uma trama pós-apocalíptica diferente: menos interessado no fim da civilização enquanto espectáculo e mais focado naquilo que pode sobreviver depois dela — a esperança, a confiança e a capacidade de estabelecer ligações com os outros.
A estreia nos cinemas portugueses é já na próxima quinta-feira, dia 27 de agosto. Assista ao trailer:
Fotos/Divulgação: © 20th Century Studios









